O vento nos salgueiros, de Kenneth Grahame


 “Enquanto eles olhavam para o nada em uma tristeza muda, lentamente se dando conta de tudo o que tinham visto e tudo o que tinham perdido, uma leve brisa caprichosa, que dançando subia da superfície da água, agitou os choupos, sacudiu as rosas cobertas de orvalho e soprou o rosto dos dois, leve e carinhosamente; e com aquele toque suave veio o esquecimento instantâneo.  Pois este é o melhor último presente que o semideus gentil tem o cuidado de conceder àqueles a quem se revela ao ajudá-los: o dom do esquecimento. Para que a terrível lembrança não permaneça e não cresça, e não ofusque a alegria e o prazer, para que a memória assustadora não estrague a vida posterior dos animais ajudados em momentos de dificuldade, para que possam ser felizes e despreocupados como antes.”


Publicado em …, este livro tornou-se um clássico da literatura infantil, adaptado em diferentes versões do cinema. 


O enredo traz quatro personagens sendo eles o Sapo, avarento, mentiroso, criativo e aventureiro; a Toupeira, com personalidade dócil, sentimental e meiga, muito amiga do Rato D’água, que vive à beira de um rio no qual ambos conversam e mantém uma amizade natural e sincera; e, por fim, Texugo, um personagem cujo temperamento traz sabedoria e conselhos válidos para as figuras anteriores. 


Ao longo da narrativa, o leitor observa cada um separadamente, até um acontecimento que os fará trabalhar juntos por tempo indeterminado. Apesar de ser uma boa história, em alguns momentos a história se torna bastante parada e não muito fluída, no entanto, ao final, torna-se evidente o objetivo de destacar a amizade como o maior foco. 


Recomendado, principalmente para quem gosta de fábulas e narrativas com animais. Ideal para trabalhar em escola com crianças e pré-adolescentes, principalmente a versão em inglês para adquirir vocabulário. 


Até a próxima resenha.


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