O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson



“Ao mesmo tempo em que o bem brilhava no semblante de um, o mal estava escrito de forma ampla e clara na face de outro. (...)E, no entanto, quando olhei para aquele ídolo feio refletido no espelho tive consciência de não sentir nenhuma repugnância, mas, em vez disso, fiz um sinal de boas-vindas. Esse também era eu.”


Publicado em 1886, este se tornou um dos mais importantes títulos da literatura gótica e universal, sendo base para artigos científicos sobre temas diversos da filosofia, criminologia e psicologia. 


O enredo inicia com a apresentação de Utterson, um advogado sério que se encontra frequentemente com Richard Enfield para caminhadas filosóficas. Em um desses passeios, ambos param em frente a um prédio e relembram um evento estranho e violento do qual ocorreu há tempos: uma criatura estranha matou uma criança de maneira fria e cruel, sumindo rapidamente. Mas, afinal, quem seria aquela pessoa? Qual o motivo para tamanha barbaridade? 


Em paralelo, o leitor conhece o Doutor Henry Jekyll, um homem doce, amável e educado, porém, ao decorrer da narrativa, é possível perceber uma melancolia que tende ao isolamento social profundo. Reverenciado por seus colegas de profissão e amigos, inclusive o Sr. Utterson e o Lanyon, esse comportamento excêntrico e depressivo causa muita preocupação em todos ao seu redor. Ele esconderia um segredo ou apenas seria uma depressão não diagnosticada? Seu estranho amigo Edward Hyde é mesmo confiável ou um dos motivos para a decadência do médico?

O livro é construído por uma linguagem bastante fluída, narrado em terceira pessoa por um narrador observador, o que possibilita ao leitor uma ampla perspectiva acerca dos acontecimentos e personagens, seus comportamentos e soluções. 


Completamente recomendado para estudantes e profissionais da psicologia, para professores de Filosofia e Língua Portuguesa para discussões sobre dualidades na personalidade humana e linguagem. 


Até a próxima resenha!


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