O mal-estar na civilização, de Sigmund Freud


Publicado em 1930, este é um dos textos mais importantes de Freud, pois traz conceitos de extrema importância, não apenas para a área da psicanálise e psicologia, mas também no próprio âmbito literário. 


CONTEXTO HISTÓRICO: Afinal, qual era a civilização do mal-estar de Freud?


Em 1929, Nova York passava por uma das maiores crises que o capitalismo já vivenciou, a quebra da bolsa. Tal evento proporcionou uma extrema pobreza, falências e desesperos, de modo que, assim como em todas as crise, proporcionou um “mal-estar” nesta população transformando, principalmente, o psicológico daquela civilização. 


Ao observar estas mudanças, Freud escreve este texto para discutir o indivíduo e suas interações sociais, não apenas pelo evento da crise da bolsa, mas também sobre toda uma geração que cresceu e vivenciou a Primeira Guerra Mundial e, agora, eram adultos não muito equilibrados. 



ASSUNTOS DISCUTIDOS 


São diversos os temas que Freud discute ao longo do texto, no entanto, as que mais se destacam são o advento e crescimento da religião como dominador da consciência, libido e culpa; consciência, em geral, parte interessante da qual pode ser atribuído e analisado a romances psicológicos como Crime e Castigo e Os miseráveis - que há um capítulo apenas sobre a Consciência de Jean Valjean frente ao crime cometido; sexualidade, que não significa apenas o ato sexual em si, mas a transferência da libido em outras áreas da vida - inclusive como motivação inicial à destruição de si, do outrem e da sociedade em geral; os métodos de defesa - popularmente conhecidos como Mecanismos de Defesa -, em que ele destaca o isolamento como o mais destrutivo para um Ser Humano e, por fim, as consequências de todos esses tópicos para civilização e comunidade em geral.


É um texto importante até os dias atuais, não apenas para os estudantes ou entusiastas das ideias Freudianas, pelo contrário, é recomendado para todos que vivem em sociedade, pois, a certa medida, os corações e mentes da época em que o texto foi publicado para os dias atuais não são muito diferentes, pois nada mudou tanto assim em questões de sentimentos humanos. 


Bom livro!


Até a próxima resenha.

 

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